Sucessões & herança · Diamantaires OG
Joias seguradas: o piso de valor que ninguém antecipa
É a regra menos conhecida da fiscalidade das joias — e a que provoca mais surpresas desagradáveis no momento da declaração.
O que diz a lei
O II do artigo 764 do Código Geral de Impostos prevê que, para joias, pedrarias, objetos de arte ou de coleção, o valor tributável não pode ser inferior à avaliação constante dos contratos de seguro contra roubo ou incêndio em vigor no dia do falecimento, celebrados pelo falecido, pelo seu cônjuge ou pelos seus autores menos de dez anos antes da abertura da sucessão. Quando existem várias apólices, é a média das avaliações que serve de base.
Concretamente: se um anel estava segurado por 40 000 € num contrato de 2019 ainda em vigor no falecimento, será muito difícil declará-lo por 15 000 €, mesmo que seja o seu valor real de revenda hoje.
Porque é que a diferença é muitas vezes grande
Um valor de seguro não é um valor de mercado. Corresponde ao que seria necessário gastar para comprar a peça nova numa loja, incluindo margens e IVA. É, portanto, naturalmente superior — muitas vezes o dobro, por vezes mais — ao preço a que a joia se negocia realmente em segunda mão.
A isto acresce um efeito de congelamento: muitos contratos retomam uma avaliação antiga, nunca revista, feita numa época em que o mercado ou as cotações eram diferentes.
O que os herdeiros podem fazer
- Verificar a existência e a data dos contratos. Um contrato celebrado há mais de dez anos, ou rescindido antes do falecimento, não entra no âmbito da regra. A data conta tanto quanto o montante.
- Verificar o que a apólice cobre realmente. Uma avaliação forfetária global dos «objetos preciosos» num contrato multirriscos habitação só pode servir de base se visar efetivamente joias, pedrarias ou objetos de arte — e não um forfait indistinto.
- Fazer avaliar mesmo assim. Uma estimativa profissional documentada continua a ser útil: elucida o notário, serve para a partilha entre herdeiros e prepara uma eventual venda.
- Comunicar o contrato ao notário. Não o mencionar esperando que passe despercebido é um mau cálculo: a administração pode encontrá-lo.
O caso frequente da peça vendida muito mais barato
Acontece que os herdeiros vendem uma joia por 12 000 € quando estava segurada por 30 000 € e descobrem depois que o valor declarado não pode descer ao nível do preço obtido. Esta situação pode ser gerida: o seu notário dispõe de argumentos — venda pública ocorrida no prazo de dois anos, contrato demasiado antigo, garantia não específica — mas é muito melhor antecipá-la do que remediá-la. Daí a importância de fazer o ponto sobre os seguros antes de vender.
Atualizado em 24 de julho de 2026 — as tabelas e os abatimentos podem evoluir a cada lei das finanças.
Seguro, mercado, compra: três números diferentes
Vamos fazer o ponto juntos
Traga as joias e, se as tiver, os contratos de seguro: explicamos-lhe a diferença entre os valores e estabelecemos uma estimativa de mercado escrita.
- ◆ Avaliação à sua frente, sem marcação
- ◆ Estimativa escrita para o notário
- ◆ Proposta de compra firme se desejar vender
Perguntas frequentes
Seguro e sucessão
Um contrato rescindido antes do falecimento conta?+
A regra refere-se aos contratos em vigor no dia do falecimento. Um contrato rescindido anteriormente não entra, em princípio, neste âmbito — mas apresente a situação ao seu notário, que avaliará com base nos documentos.
E se o valor segurado for manifestamente excessivo?+
É frequente, nomeadamente em avaliações antigas nunca atualizadas. Uma avaliação de mercado documentada constitui então um elemento útil para o processo; o seu notário determinará o que pode ser oposto à administração.
É necessário segurar as joias herdadas?+
Se as conservar, sim, com base num valor atualizado. Muitos herdeiros descobrem nessa ocasião que o valor real difere fortemente do do contrato dos seus pais.
Transmitir em vida: a doação de joias
Doar uma joia antes do falecimento obedece a outras regras — muitas vezes mais vantajosas, desde que as conheça:
Avaliar para segurar
Uma avaliação precisa para o seu seguro
Em caso de sucessão, uma avaliação fiável das suas joias é indispensável para ajustar o seu contrato de seguro. Ajudamo-lo a quantificar o seu valor venal, sem compromisso.
- ◆ Primeira resposta em 24 h
- ◆ Perícia por gemologistas diplomados pelo Estado
- ◆ Relatório escrito detalhado possível
Como funciona
Três passos simples
Envie fotos e descrição
Envie-nos fotos nítidas das suas joias com uma descrição (metais, pedras, punções). Resposta em 24 h.
Receba uma avaliação
Os nossos gemologistas examinam as suas peças e comunicam-lhe uma estimativa gratuita e sem compromisso.
Ajuste o seu seguro
Utilize esta avaliação para verificar a cobertura do seu contrato de seguro e, se necessário, fazer rever as suas garantias.
Os nossos compromissos
Uma perícia fiável e independente
Independência
Casa estabelecida em Paris desde 1985, sem qualquer ligação a uma seguradora.
Gemologistas diplomados
Perícia realizada por profissionais certificados pelo Estado.
Resposta rápida
Primeira resposta em 24 h, gratuita e sem compromisso.
Deslocações possíveis
Podemos deslocar-nos a um cartório notarial, a um banco ou ao seu domicílio.
Uma pergunta sobre as suas joias de sucessão?
Fale com um gemologista
Dúvidas sobre o valor de uma peça, um inventário a preparar, herdeiros a dividir: ligue-nos, respondemos diretamente, sem compromisso.
- ◆ Resposta imediata por telefone
- ◆ Fotos aceites por WhatsApp ou e-mail
- ◆ 43 rue Beaubourg, Paris 3.º — de segunda a sexta-feira
Na mesma secção
- ◆ Baremo e abatimentos dos direitos de sucessão 2026
- ◆ Declarar joias numa herança: guia prático
- ◆ Avaliação de joias em sucessão (artigo 764 CGI)
- ◆ Forfait mobiliário de 5 %: as joias estão excluídas
- ◆ Partilhar joias entre herdeiros: indivisão, valor
- ◆ Vender joias para pagar os direitos de sucessão